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Animais têm funeral e cremação como membros da família

Para algumas famílias, os bichos de estimação, conhecidos como “pets”, são como um membro da família. Atualmente, entre vários cuidados que os donos se dispõem a ter com seus companheiros, há um respeito maior até mesmo no momento da despedida, quando os animais são sepultados ou cremados, da mesma forma como é feito com os humanos.

Entretanto, esse cuidado com os animais e com o meio ambiente não é unanimidade. Somente em Belo Horizonte, em 2012, mais de 9 mil animais foram recolhidos pela Superintendência de Limpeza Urbana de Belo Horizonte (SLU), conforme os dados divulgados.

Em 2013, já são 2.457 animais mortos levados pelo serviço. Eles são encaminhados para um aterro sanitário, localizado na BR-040, na capital mineira. Os animais que morreram devido a alguma doença infecciosa são colocados em um espaço específico, protegido por uma manta que impermeabiliza o solo.

A SLU informou que entre os animais recolhidos estão aqueles que são encontrados mortos em vias públicas, ou os que são sacrificados no Controle de Zoonoses da Prefeitura de Belo Horizonte. Os números divulgados pela superintendência não incluem os animais que são colocados diretamente no lixo pela população. Segundo a SLU, não há um controle sobre os corpos que são descartados dessa forma.

‘Um membro da família’
Rodeado por serras, na beira da rodovia BR-040, um espaço de cerca de 360 metros quadrados dá lugar a um crematório de animais, em Itabirito, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Pretinha, uma cadela vira-lata de médio porte, é quem faz a segurança do local, brinca o funcionário Pedro dos Santos, de 56 anos. Ele relata que já viveu grandes experiências durante pouco mais de um ano que trabalha como operador de forno. “Você tem que se sensibilizar com a situação, com o estado emotivo. São pessoas diferentes, mas com o mesmo objetivo. O cachorro se torna um membro da família”, disse.

Desde o início das atividades, em março de 2012, o crematório já recebeu diferentes tipos de animais de estimação. “Canário, iguana, gato, cachorro e coelho”, enumera Pedro dos Santos. Além de operar o forno, o funcionário prepara as cinzas. “Eu recebo o corpo do animal e entrego a urna pronta para o proprietário”, conta. A urna a que Santos se refere é uma pequena caixa de pedra sabão, que carrega o nome do bichinho perdido, além de uma mensagem de conforto. “A saudade e o respeito ficam para sempre”, grava Pedro dos Santos na pedra sabão.

Ao lado do cômodo onde o forno fica instalado, há um espaço para o velório. Um pequeno caixão com patas de quadrúpedes fica disponível para que os donos que desejarem possam se despedir dos animais.

Além do operador, uma atendente, um motorista, e um funcionário do setor administrativo dividem as funções no crematório. A cadela Pretinha fica na parte externa. “É minha companhia. Ela estava abandonada na BR-040 e eu a adotei. Ela me dá notícia de tudo”, brinca Santos sobre o cargo de guardiã dado à cachorra.

Ainda na Grande BH, outro espaço recebe animais para enterro e crematório. O Cemitério dos Animais fica em Betim funciona de segunda a segunda desde 1998. José Maria Camargo, o proprietário, contou que a ideia de criar um cemitério para animais surgiu com uma perda. Max, um cão pastor, viveu mais de 15 anos com o dono, porém quando o cachorro morreu, Camargo não conseguiu sepultá-lo “dignamente”. Alguns anos depois, o local seria inaugurado.

Segundo os donos dos espaços, os clientes normalmente são da capital mineira. O preço para um animal ser cremado individualmente varia entre R$ 830 e R$ 990. O proprietário pode escolher a cremação compartilhada, em valores que variam entre R$ 250 e R$ 500. Já no cemitério é cobrado R$ 990 para o sepultamento. O serviço inclui velório, transporte dos animais e o caixão.

É uma questão de conscientização. A gente escuta muitas vezes que animais são colocados em sacos para serem recolhidos. Isso traz diretamente uma contaminação nos lençóis freáticos." diz Tadeu Gobetti, administrador de crematório de animais

Preocupação ambiental
De acordo com o administrador do Lumina Pet Memorial, o capixaba Tadeu Gobetti, de 52 anos, o crematório surgiu por causa de uma preocupação ambiental e também pelo respeito com a vida do animal, mesmo no momento da morte.

“É uma questão de conscientização. A gente escuta muitas vezes que animais são colocados em sacos para serem recolhidos. Isso traz diretamente uma contaminação nos lençóis freáticos. Eu tenho certeza de que se as pessoas tiverem a informação de que a cremação é um processo que não agride a natureza, vai haver uma preocupação com o destino que está sendo dado”, disse Gobetti.

Segundo o veterinário Bruno Rocha, presidente da Associação Nacional de Clínicas Veterinárias de Pequenos Animais (Anclivepa-MG), quando os animais de estimação morrem nas clínicas, os corpos são encaminhados para serviços especializados como crematórios e cemitérios licenciados. Rocha destaca que a destinação incorreta dos animais mortos pode trazer danos não só para a natureza, como também para a população.

Fonte e foto: G1.com

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